JORNAL TERESINA NEWS
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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Temer justifica encontro com ação da PF que não tinha ocorrido

Michel Temer faz novo pronunciamento sobre escândalo envolvendo Joesley Batista, da JBS
No dia 7 de março, às 22h40, o presidente Michel Temer (PMDB) recebeu no Palácio do Jaburu, em Brasília, o empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS. Desde que uma gravação da conversa foi divulgada na semana passada, o presidente se esforça para justificar a razão de ter recebido um investigado em cinco inquéritos da Polícia Federal (PF), fora da agenda oficial, em um encontro noturno.
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta segunda-feira, Temer, questionado sobre o motivo para a reunião, afirmou: “Quando [Joesley] tentou muitas vezes falar comigo, achei que fosse por questão da [Operação] Carne Fraca”, disse, referindo-se à ação da PF para apurar corrupção envolvendo frigoríficos e funcionários do Ministério da Agricultura.
Seria uma boa justificativa, uma vez que o setor de carnes, do qual o grupo comandado por Joesley é um dos principais expoentes, foi o mais afetado, não fosse por um detalhe: a operação foi deflagrada apenas dez dias após o encontro do presidente com o empresário.
Uma hipótese é que Temer já soubesse da operação dez dias antes de ela ocorrer, mas seria grave que ele tratasse disso justamente com um dos empresários alvos da investigação. Em entrevistas após a deflagração da Carne Fraca, o presidente e seus principais auxiliares evitaram se posicionar em um primeiro momento, alegando terem sido surpreendidos com a movimentação da PF e que ainda precisavam se inteirar dos fatos.
Na mesma entrevista, Temer voltou a negar que vai renunciar ao cargo e disse que isso seria um atestado de culpa. “Se quiserem, me derrubem, porque, se eu renuncio, é uma declaração de culpa”, afirmou.
Sobre o fato de Joesley ter dito que ele havia concordado com pagamentos para silenciar o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Temer afirma que sua frase foi proferida quando o empresário afirmou: “Olhe, tenho mantido boa relação com o Cunha”. “[E eu disse]: “Mantenha isso”. Além do que, ontem mesmo o Eduardo Cunha lançou uma carta em que diz que jamais pediu [dinheiro] a ele [Joesley] e muito menos a mim.”
Questionado sobre qual seria sua culpa, Temer diz que foi a ingenuidade. “Fui ingênuo ao receber uma pessoa naquele momento.” O presidente afirma desconhecer que Joesley era investigado e minimizou o fato de receber o empresário tarde da noite, em um encontro que não constava da agenda oficial. “Você sabe que muitas vezes eu marco cinco audiências e recebo quinze pessoas. Às vezes à noite, portanto inteiramente fora da agenda.”
Temer voltou a criticar a forma como foi gravado e o fato de os irmãos Joesley e Wesley Batista terem tido um tratamento diferente do que foi dispensado a outros investigados. “Ele não teve uma informação privilegiada, ele produziu uma informação privilegiada. Ele sabia, empresário sagaz como é, que no momento em que ele entregasse a gravação, o dólar subiria e as ações de sua empresa cairiam. Ele comprou US$ 1 bilhão e vendeu as ações antes da queda.”

30 presos fogem de Pedrinhas; 2 são mortos em troca de tiros com agentes

Complexo Penitenciário de Pedrinhas: Fuga aconteceu em unidade do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís

Trinta detentos fugiram do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, e dois morreram em troca de tiros com agentes penitenciários na noite deste domingo, 21. Até o início da manhã desta segunda-feira, 22, seis presos haviam sido recapturados.
Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), a fuga aconteceu depois da explosão de parte do muro da Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 6 (UPSL 6) por pessoas do lado de fora do presídio, ainda não identificadas.
Ainda de acordo com a Seap, detentos de duas celas do Pavilhão Gama serraram as grades e fugiram pelo buraco no muro causado pela explosão.
Os agentes penitenciários do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop) que estavam de plantão agiram para tentar evitar a fuga e trocaram tiros com presos. Dois internos morreram, um no local e outro no hospital. A secretaria não informou se, além das duas mortes, houve feridos.
Policiais civis e militares foram acionados para auxiliar nas buscas pelos detentos que escaparam. O caso é investigado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO) da Superintendência de Estado de Investigações Criminais (Seic), que terá 30 dias para a conclusão do inquérito.
Em nota, a gestão prisional afirmou que, "por estar separada do Complexo Penitenciário de São Luís, a UPSL 6 é a única unidade prisional masculina que ainda não dispõe de portaria unificada e inspeção por BodyScan, a exemplo das demais que compõem o complexo carcerário".

Se quiserem, me derrubem, diz Temer a jornal

Presidente Michel Temer
O presidente Michel Temer (PMDB) afirmou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta segunda-feira (22), que não existe a possibilidade de renúncia e que, se a oposição quiser tirá-lo, será preciso que o derrubem.
“Eu mantenho a serenidade, especialmente na medida em que eu disse: eu não vou renunciar. Se quiserem, me derrubem, porque, se eu renuncio, é uma declaração de culpa”, disse Temer.
Na publicação, o presidente se defende das acusações que vieram à tona na última quarta-feira (17), após divulgação da delação de Joesley Batista, executivo da JBS, sobre seu envolvimento com a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, preso na operação Lava Jato.
Em uma das perguntas feitas pela reportagem, o presidente tentou se explicar. Ele disse: “Não vou fazer isso, tanto mais que já contestei muito acentuadamente a gravação espetaculosa que foi feita. Tenho demonstrado com relativo sucesso que o que o empresário fez foi induzir uma conversa. Insistem sempre no ponto que avalizei um pagamento para o ex-deputado Eduardo Cunha, quando não querem tomar como resposta o que dei a uma frase dele em que ele dizia: “Olhe, tenho mantido boa relação com o Cunha”.
[E eu disse]: “Mantenha isso”. Além do quê, ontem mesmo o Eduardo Cunha lançou uma carta em que diz que jamais pediu [dinheiro] a ele [Joesley] e muito menos a mim. E até o contrário. Na verdade, ele me contestou algumas vezes. Como eu poderia comprar o silêncio, se naquele processo que ele sofre em Curitiba, fez 42 perguntas, 21 tentando me incriminar?”
Na entrevista, Temer ainda justifica sua relação com o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, flagrado correndo com uma mala de dinheiro. Segundo o presidente, os dois mantinham uma “relação institucional”. 
Protesto contra Temer em São Paulo pede ‘Diretas Já’ (Via AFP)
Protesto contra Temer em São Paulo pede ‘Diretas Já’

'Fomos vítimas de uma criminosa armação', diz Aécio sobre grampo de Joesley Batista
Aécio refuta crimes e promete que vai provar sua inocência.
© Fornecido por Abril Comunicações S.A. Aécio refuta crimes e promete que vai provar sua inocência.
Em seu último artigo publicado pela Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (22), o senador interrompido Aécio Neves (PSDB-MG) refuta as acusações feitas pelo empresário Joesley Batista e reforçadas pela gravação das conversas entre os dois. "Não cometi nenhum crime", defende-se.
Aécio é acusado de receber R$ 2 milhões da JBS para custear despesas com a defesa em processos aos quais responde no âmbito da Operação Lava Jato.
O tucano, que deixou a presidência do PSDB na semana passada, se refere a esse capítulo em sua biografia como "abalo sísmico". Acusa Batista de tê-lo grampeado "covardemente" e de, nos diálogos, criar a ele "todo tipo de constrangimento".
Como o presidente Michel Temer, o mineiro também admite ter sido ingênuo:
Lamento sinceramente minha ingenuidade... A que ponto chegamos? Ter de lamentar a boa-fé. Não sabia que na minha frente estava um criminoso sem escrúpulos, sem interessa na verdade e querendo apenas forjar citações para ajudá-lo nos benefícios de sua delação. Aécio Neves, em artigo na Folha de S.Paulo.
O político revela "enorme tristeza" pela prisão da irmã, Andrea Neves, e do primo Frederico Medeiros, ambos presos pelo envolvimento de Aécio nos conteúdos revelados pelo grampo de Batista.
Para defender a irmã, Aécio afirma que ela procurou o dono da JBS, entre outros empresários brasileiros, para oferecer o apartamento em que mora a mãe deles e que estava à venda. "Parte desse valor nos ajudaria a arcar com os custos de minha defesa [na Lava Jato]", alegou.
Segundo o artigo, o próprio Batista sugeriu fazer empréstimo a Aécio com "recursos lícitos" e via "contrato de mútuo".
Daí por diante, fomos vítimas de uma criminosa armação feita por elementos que não se constrangeram em criar falsas situações para receber em troca os extraordinários benefícios de sua delação, inclusive ganhando dinheiro especulando contra o Brasil... Aécio Neves, em artigo.
A defesa adotada por Aécio é semelhante à de Temer, ao devolver todas as acusações para Joesley Batista, tachando-as de calúnias.
O tucano reconhece, porém, que errou "ao procurar quem não deveria".
"Errei mais ainda, e isso me corrói as vísceras, em pedir que minha se encontrasse com esse cidadão, que em processo de delação arquitetou um macabro e criminoso plano para obter certamente ainda mais vantagens em seu acordo [de delação]", destacou.

Conversa suspeita

Na conversa entre Aécio e Josley, datada de 24 de março, em um luxuoso hotel de São Paulo, eles acertam como será feita a entrega do dinheiro:
Joesley: Se for você pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança.
Aécio: Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho...
O Fred a que Aécio se refere é seu primo Frederico Medeiros, que foi preso semana passada. O escolhido por Joesley para entregar o dinheiro a Frederico, em quatro remessas, foi o diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud.
A Polícia Federal filmou um dos encontros.
A investigação da PGR mostrou, entretanto, que o dinheiro não foi parar nas contas do advogado Alberto Toron, que foi citado por Aécio como seu defensor na Lava Jato.
Segundo as gravações, o primo do tucano repassou malas para um secretário parlamentar do senador Zeze Perrella (PMDB-MG), que é aliado de Aécio.
Esse assessor teria transferido o recurso para uma empresa de Gustavo Perrella, filho de Zeze Perrella.
LEIA MAIS:
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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Latino, Marcelo Serrado... famosos se manifestam sobre Aécio e Michel Temer

Latino, Marcelo Serrado, Susana Vieira se manifestaram sobre crise política
Latino, Marcelo Serrado, Susana Vieira se manifestaram sobre crise política Foto: Montagem em fotos de divulgação
A classe artística do Brasil sempre foi acusada de ficar em cima do muro quando se trata de política. Não é o caso de todos. Muitos deles, como Susana Vieira, que foi para a rua protestar contra a corrupção, estão com os olhos grudados no noticiário desde que, em novas delações premiadas, o presidente da República Michel Temer e o senador Aécio Neves aparecem atolados até o pescoço em várias acusações.
Saiba o que os famosos, que se posicionaram a favor do impeachment de Dilma Rousseff ou apoiaram a candidatura de Aécio, pensam do atual momento do país.
Latino
“Aécio é meu amigo pessoal! Se ele errou, terá que pagar . Vivemos num país de hipocrisia, muitos sonegam, quem nunca levou vantagem de alguma coisa? Sou contra a corrupção e torço pra um país melhor, porém não posso julgar quem ainda não teve direito de resposta”.
Marcelo Serrado
“Não me arrependo de ter me posicionado, fui contra ao governo anterior e ao que está aí. Eu era contra o Temer, é uma burrice achar que esse governo era uma solução. Não era solução de nada. Sou a favor das Diretas Já. Não dá para defender ninguém”.
Susana Vieira
“O Brasil foi saqueado de tudo que é lado. Não há inocentes até o momento ou até que se prove o contrário”.
Irene Ravache
“Os meio não justificam o fim. Não é porque nossa economia está começando a crescer que temos que acobertar. Acho que esse é um momento que não podemos deixar, é um momento de cobrança, de pressão”.
Irene Ravache
Irene Ravache Foto: Mônica Imbuzeiro/ Agência O Globo
Milton Gonçalves
“Não quero falar do momento atual. Quero só falar do país como um todo, aquele que eu amo de paixão. Ele é lindo, maravilhoso e vai se reencontrar, se Deus quiser. Tenho meu partido, que é a minha visãoe o meu olhar, com base em tudo o que acreditei. Sou socialista”.
Milton Gonçalves
Milton Gonçalves Foto: Divulgação
Alexandre Frota
Sou mais um brasileiro que não suporta mais essa pilantragem, esse assalto que fizeram aos cofres públicos. Preteriram os brasileiros. Políticos vagabundos, charlatões. Não importa o partido, não importa o político. Tem que ir preso”.
Alexandre Frota
Alexandre Frota Foto: Agência O Globo
Mauro Mendonça
“Estou triste, estamos vivendo um momento de luto. Quem gosta do Brasil fica chateado com esse ‘quanto pior melhor’”.
Mauro Mendonça
Mauro Mendonça Foto: Gshow
Fonte: Extra

'Ótimo', diz Temer a Joesley ao ouvir sobre interferência em investigação

wallacemartins/Futura Press
wallacemartins/Futura Press
LETÍCIA CASADO E RUBENS VALENTE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A conversa mantida entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu revela que o peemedebista tomou conhecimento de um plano para destituir um procurador da República que investigava a JBS, mas não reagiu de forma contrária à estratégia.
Também não há informação de que Temer tenha procurado a PGR (Procuradoria-Geral da República) ou outra autoridade de investigação para informar sobre o plano.
Batista disse que estava "tentando trocar o procurador" que estava "atrás" dele. A reportagem apurou que se trata de Anselmo Henrique, da Operação Greenfield. Deflagrada em novembro, a operação investiga desvios em fundos de pensão de servidores públicos federais.
O executivo disse a Temer que estava "dando conta" de dois juízes, os quais não identificou nominalmente, e que conseguiu colocar um procurador "dentro da força-tarefa" da Greenfield.
O suposto informante é uma referência ao procurador Angelo Villela, preso nesta quinta (18) na Operação Patmos, e que entrou nos quadros da Greenfield em 22 de março. Para a PGR, Villela foi "infiltrado" na operação.
"Aqui eu dei conta de um lado, o juiz, dar uma segurada, do outro lado, o juiz substituto, que é um cara que fica.... [inaudível] Tô segurando os dois", diz Joesley.
"Ótimo, ótimo", respondeu o presidente.
"Consegui um procurador dentro da força-tarefa, que tá me dando informação. E lá que eu tô para dar conta de trocar o procurador que tá atrás de mim. Ô, se eu der conta, tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que dá uma esfriada até o outro chegar e tal. O lado ruim é que se vem um cara com raiva, com não sei o quê...", diz Joesley.
Neste momento, Temer não se manifesta contra o plano e a conversa muda.
Em outro trecho, Batista faz referência a um pagamento de R$ 50 mil mensais para um "rapaz", que lhe trazia "informação". Os investigadores interpretam como uma menção ao procurador Villela.
OUTRO LADO
Em nota, o presidente Michel Temer afirmou não ter acreditado na veracidade das declarações feitas por Joesley Batista no encontro gravado pelo empresário.
O peemedebista disse que, por na época ser investigado em inquérito, o executivo parecia contar vantagem e, por isso, não podia acreditar que ele teria cooptado um juiz e um procurador.
MEIRELLES
Batista também falou sobre a "ótima" relação que tem com Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, mas faz algumas reclamações. Eles trabalharam juntos porque Meirelles foi presidente da J&F, a holding do grupo JBS.
"Não sei o quanto vou mais firme nele, o quanto deixo ele com essa pepineira", diz Batista sobre Meirelles. O empresário diz que já conversou com Meirelles sobre o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos, e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.
"Precisa mexer na Receita Federal, pô, o Rachid está aí há tanto tempo. [Meirelles teria respondido] 'Ih não posso, [e também] BNDES é do [Ministério do] Planejamento, não'", registra o áudio.
Batista disse a Temer que já reclamou a Meirelles sobre o presidente do Cade. "Eu não vou falar nada descabido, mas olha, esse presidente do Cade... precisa ter presidente do Cade 'ponta firme'", afirma Batista.
"Eu queria ter alguma sintonia contigo para quando eu falar com ele, ele não jogar"¦ 'ah não, o presidente"¦'", disse Batista. "Não deixa", completou Temer. "Mas se eu falar com ele e ele empurrar a você, quero poder dizer 'olha'"¦", disse Batista. "Pode falar", concordou o presidente."Quando digo de ir mais firme no Henrique é isso", afirmou o delator.
BATISTA Queria primeiro dizer: estamos juntos aí. O que o senhor precisar de mim, me fala... Queria te ouvir um pouco, presidente. Como tá essa situação toda com o Eduardo [Cunha], não sei o quê, Lava Jato...
TEMER O Eduardo resolveu me fustigar. Você viu quê...
BATISTA Não sei, como que tá essa situação?
TEMER Eu não tenho nada a ver com a defesa. O Moro indeferiu 21 perguntas dele que não têm nada a ver com a defesa dele. Eu não fiz nada [inaudível]
BATISTA: Queria falar assim: dentro do possível, eu fiz o máximo que deu ali, zerei tudo, o que tinha de alguma pendência daqui pra ali zerou, tal. Ele [Cunha] foi firme em cima, ele já tava lá, veio, cobrou... Pronto, eu acelerei o passo e tirei da frente. O outro menino, o companheiro dele que tá aqui, né... O Geddel sempre tava...
TEMER: [inaudível]
BATISTA: Esse... Geddel que andava sempre ali. Mas Geddel também, com esse negócio eu perdi o contato. Ele virou investigado, agora eu não posso encontrar ele...
TEMER: É, vai com cuidado. [inaudível] Obstrução de Justiça [inaudível]
BATISTA: O negócio dos vazamentos, o telefone lá do Eduardo com o Geddel, volta e meia citava alguma coisa meio tangenciando a nós, a não sei o quê. Eu tô lá me defendendo. O que que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora: eu tô de bem com o Eduardo, ok.
TEMER: Tem que manter isso, viu? [inaudível]
BATISTA: Todo mês...
TEMER: [inaudível]
BATISTA: Também. Eu tô segurando as pontas, tô indo. Meus processos, eu tô meio enrolado aqui, né [Brasília]. No processo [inaudível]
BATISTA: Isso, é, investigado. Não tenho ainda a denúncia. Aqui eu dei conta, de um lado, do juiz, dar uma segurada, do outro lado, do juiz substituto, que é um cara que fica.... [inaudível]
TEMER: Tá segurando os dois...
BATISTA: Tô segurando os dois.
TEMER: Ótimo, ótimo.
BATISTA: Consegui um procurador dentro da força tarefa, que tá, também tá me dando informação. E lá que eu tô para dar conta de trocar o procurador que tá atrás de mim. Se eu der conta, tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que dá uma esfriada até o outro chegar e tal. O lado ruim é que se vem um cara com raiva ou com não sei o quê... O que tá me ajudando tá bom, beleza. Agora, o principal... O que tá me investigando. Eu consegui colar um [procurador] no grupo. Agora eu tô tentando trocar.
TEMER: O que tá... [inaudível]
BATISTA: Isso! Tamo nessa aí. Então tá meio assim, ele saiu de férias, até essa semana eu fiquei preocupado porque até saiu um burburinho de que iam trocar ele, não sei o quê, fico com medo. Eu tô só contando essa história para dizer que estou me defendendo aí, to me segurando. Os dois lá estão mantendo, tudo bem.

‘Não renunciarei’, diz Michel Temer em pronunciamento na TV

Presidente Michel Temer faz pronunciamento após delação da JBS
Em pronunciamento oficial, o presidente Michel Temer (PMDB) afirmou na tarde desta quinta-feira que não vai renunciar ao cargo em razão da delação premiada de executivos da JBS, que veio à tona na noite de ontem e foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Não renunciarei. Repito, não renunciarei! Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida, para os esclarecimentos ao povo brasileiro”, disse Temer, procurando demonstrar firmeza e segurança num momento em que crescem as especulações de que ele vai entregar o posto. 
A informação de que o empresário Joesley Batista gravou o presidente dando aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PDMB-RJ), preso e condenado na Operação Lava Jato, mergulhou o Planalto numa crise sem precedentes — a revelação foi feita pelo jornal O Globo. Os partidos da base aliada ameaçam desembarcar do governo, incluindo o PSDB. Os trabalhos no Congresso estão paralisados e parlamentares da oposição já entraram com dois pedidos de impeachment contra o peemedebista.
Em discurso que durou cerca de cinco minutos, o presidente admitiu que se encontrou com o empresário da JBS no Palácio do Jaburu, mas negou que tivesse tratado com ele sobre pagamentos para calar Cunha. “Ouvi realmente o relato de um empresário  [Joesley] que, por ter relações com o ex-deputado [Cunha], auxiliava a família do ex-parlamentar. Não solicitei que isso acontecesse e somente tive conhecimento nessa conversa pedida pelo empresário”, disse o peemedebista, classificando o áudio como ilegal. “A revelação de conversa gravada clandestinamente trouxe de volta o fantasma de crise política de proporção ainda não dimensionada”, completou.
O presidente também ressaltou que as revelações da JBS interrompem a retomada do crescimento econômico do país, jogando “tanto trabalho no lixo da história”, e que a sua biografia é ilibada. “Por uma razão singelíssima, não temo nenhuma delação. Não preciso de cargo público nem de foro especial. Nada tenho a esconder. Sempre honrei meu nome. A investigação pedida pelo STF será território onde surgirão todas as informações e no Supremo demonstrarei não ter nenhum envolvimento com esses fatos”, afirmou o presidente.
Confira o pronunciamento em vídeo:
Leia o pronunciamento na íntegra:
“Olha, ao cumprimentá-los, eu quero fazer uma declaração à imprensa brasileira e uma declaração ao país. E, desde logo, ressalto que só falo agora – os fatos se deram ontem – porque eu tentei conhecer, primeiramente, o conteúdo de gravações que me citam. Solicitei, aliás, oficialmente, ao Supremo Tribunal Federal, acesso a esses documentos. Mas até o presente momento não o consegui.
Quero deixar muito claro, dizendo que o meu governo viveu, nesta semana, seu melhor e seu pior momento. Os indicadores de queda da inflação, os números de retorno ao crescimento da economia e os dados de geração de empregos, criaram esperança de dias melhores. O otimismo retornava e as reformas avançavam, no Congresso Nacional. Ontem, contudo, a revelação de conversa gravada clandestinamente trouxe volta o fantasma de crise política de proporção ainda não dimensionada.
Portanto, todo um imenso esforço de retirar o país de sua maior recessão pode se tornar inútil. E nós não podemos jogar no lixo da história tanto trabalho feito em prol do país. Houve, realmente, o relato de um empresário que, por ter relações com um ex-deputado, auxiliava a família do ex-parlamentar. Não solicitei que isso acontecesse. E somente tive conhecimento desse fato nessa conversa pedida pelo empresário.
Repito e ressalto: em nenhum momento autorizei que pagassem a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém. Por uma razão singelíssima: exata e precisamente porque não temo nenhuma delação, não preciso de cargo público nem de foro especial. Nada tenho a esconder, sempre honrei meu nome, na universidade, na vida pública, na vida profissional, nos meus escritos, nos meus trabalhos. E nunca autorizei, por isso mesmo, que utilizassem o meu nome indevidamente.
E por isso quero registrar enfaticamente: a investigação pedida pelo Supremo Tribunal Federal será território, onde surgirão todas as explicações. E no Supremo, demonstrarei não ter nenhum envolvimento com esses fatos.
Não renunciarei. Repito, não renunciarei! Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida, para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Esta situação de dubiedade ou de dúvida não pode persistir por muito tempo. Se foram rápidas nas gravações clandestinas, não podem tardar nas investigações e na solução a estas investigações.
Tanto esforço e dificuldades superadas, meu único compromisso, meus senhores e minhas senhoras, é com o Brasil. E é só este compromisso que me guiará.
Muito obrigado. Muito boa tarde a todos.”

Deputado aliado de Temer chega ao Brasil

Deputado Rodrigo Rocha Loures(PMDB-PR)
O deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), um dos aliados do presidente Michel Temer, desembarcou hoje no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Ele é alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada com base em delação premiada de Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS.
De acordo com a delação, Rocha Loures recebeu uma mala de R$ 500 mil referente a dinheiro de propina. As imagens da entrega do dinheiro foram divulgadas na quinta-feira pelo jornal O Globo.
Na delação, Joesley reclama de dificuldades da empresa no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Ele teria pedido ajuda para resolver pendência da JBS no Cade.
Nos áudios, Joesley pergunta a Temer quem seria seu homem de confiança para tratar assuntos de seus interesses e o indicado seria Rocha Loures.
Após as investigações, Rocha Loures foi afastado do cargo de deputado federal pelo STF (Supremo Tribunal Federal).