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quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Oposição comemora adiamento de votação de denúncia contra Temer

Após o encerramento da primeira sessão destinada a analisar a denúncia contra o presidente da República, Michel Temer, deputados da oposição comemoraram o término sem votação do parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) pela rejeição do pedido de abertura de processo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em desfavor do presidente por crime de corrupção passiva. A expectativa dos oposicionistas é transferir a votação para a noite desta quarta ou até mesmo para a próxima semana, a fim de ganhar tempo.Geay
Vamos empurrar para a noite. Queremos que o Brasil veja o que está acontecendo”, afirmou o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ).
Na avaliação do parlamentar, a oposição se comportou bem na sessão da manhã ao não registrar presença - com a exceção de alguns deputados, para assegurar prerrogativas regimentais.
O deputado Henrique Fontana (PT-RS) acredita que o governo terá menos quórum na sessão da tarde, que já foi aberta. São necessários 342 deputados registrados no painel do Plenário para iniciar a votação do parecer. Para derrubar o parecer da CCJ, o mesmo número de 342 deputados precisa votar contra o texto. Nesse caso, o Supremo fica autorizado a analisar a denúncia.
“Agora é um novo jogo. Quem deu presença de manhã não deve dar à tarde”, declarou Fontana. “Hoje temos maioria, mas não temos 342 votos, embora 90% do povo brasileiro querem que Temer saia do poder.” As informações são da Agência Câmara.
Por outro lado, o deputado Beto Mansur (PRB-SP), vice-líder do governo, crê que o Planalto tem chances de atingir rapidamente o quórum, tal como ocorreu pela manhã. “Chegamos a 400 parlamentares presentes. A oposição vai tentar obstruir, porém a gente quer concluir hoje”, afirmou.
Segundo Mansur, o arquivamento do processo contra Temer vai dar a sinalização para que o Brasil avance nas reformas necessárias. “No meu levantamento, temos por volta de 300 votos favoráveis ao encerramento da discussão.”
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Após adiamento, plenário inicia orientação de bancada sobre denúncia
Começou, no Plenário, o processo de votação do parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania contrário à autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) abra processo contra o presidente da República, Michel Temer, por crime de corrupção passiva.
O quórum agora é de 352 deputados. Eram necessários 342 deputados presentes em Plenário para votar o parecer. Dois deputados falarão contra e dois a favor da continuidade da denúncia. Os partidos farão encaminhamento, e então será iniciada a votação propriamente dita.
Votação nominal
A votação do parecer da CCJ será feita por chamada nominal: cada deputado será chamado ao microfone para proclamar seu voto em 15 segundos – tempo definido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Deputados da oposição reclamaram que durante a votação do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, os parlamentares levaram até 30 segundos para proferir seu voto.
O voto “sim” concorda com o parecer apresentado à CCJ pelo deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), e é contra a instauração de processo no STF contra Temer. Já o voto “não” é contrário ao parecer de Abi-Ackel, e defende que Temer seja investigado pelo Supremo.
Os deputados serão chamados começando por um estado do Norte, seguido por um estado do Sul – e vice-versa, prosseguindo assim, sucessivamente, pelos demais estados e pelo Distrito Federal.Após a chamada de todos os parlamentares de um estado, serão chamados os ausentes. Se houver pelo menos 342 votantes, o resultado poderá ser proclamado. Caso esse número não seja atingido, outra sessão será convocada, para nova votação.
Resultado
Caso o Plenário siga o entendimento da CCJ, contrário à abertura de processo contra o presidente, o caso será suspenso e só poderá ser analisado pela Justiça quando Temer deixar o cargo. As informações são da Agência Câmara.
Já para derrubar o parecer da CCJ, pelo menos, 342 deputados precisam votar contra o parecer de Abi-Ackel. Nesse caso, o Supremo fica autorizado a analisar a denúncia.
Se o processo for aberto, o presidente da República será afastado por 180 dias. Decorrido esse prazo, se o julgamento não estiver concluído, o presidente retorna ao cargo, sem prejuízo da continuidade do processo no STF.
Fonte: Notícias ao Minuto
sábado, 22 de julho de 2017
Alta do diesel vai deixar comida mais cara, diz entidade

© DR Em nota, João Sanzovo, presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), afirmou que o aumento no valor dos combustíveis terá reflexo em toda a cadeia de abastecimento
© DR Em nota, João Sanzovo, presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), afirmou que o aumento no valor dos combustíveis terá reflexo em toda a cadeia de abastecimento
O aumento dos tributos sobre o diesel deverá refletir em elevação de preços para o consumidor, segundo associações do setor de transportes e de distribuição, que criticou a medida nesta sexta (21).
Em nota, Clésio Andrade, presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), diz que o aumento de impostos sobre o diesel terá um impacto de 2,5% sobre o preço do transporte de cargas. Como consequência, afirma, haverá aumento de preços de alimentos e de outros produtos.
A ABComm, do setor de comércio eletrônico, afirmou que o reajuste dos combustíveis levará a aumento nos preços e inflação em toda cadeia produtiva brasileira, incluindo a do comércio eletrônico, em razão do aumento de custos dos frete das encomendas expressas.
Em nota, João Sanzovo, presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), afirmou que o aumento no valor dos combustíveis terá reflexo em toda a cadeia de abastecimento e irá penalizar todos os setores da sociedade. Com informações da Folhapress.
Máquina de tramoias

O publicitário Marcos Valério - 31/05/2012 (Lula Marques/Folhapress)
O publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, de 56 anos, já ameaçou contar o que sabe umas 300 vezes. Nunca deu certo, fosse porque não tinha o que contar, não contava tudo o que sabia ou não oferecia provas do que dizia.
Na semana passada, Marcos Valério, que está preso desde 2013, cumprindo pena por corrupção, lavagem de dinheiro, peculato, evasão de divisas e formação de quadrilha, conseguiu finalmente fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Pela sua biografia, tem potencial para incriminar meio mundo.
O publicitário tornou-se nacionalmente conhecido por sua participação no mensalão do PT, esquema para o qual levou sus experiência de ter sido figura central no chamado mensalão tucano, em Minas Gerais.
Segundo o jornal Folha de São Paulo, a delação de Marcos Valério já possui 60 anexos que foram escritos à mão por ele e digitalizados por policiais.
A publicação sustenta que ele cita dois ex-presidentes, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva; e os senadores tucanos Aécio Neves e José Serra. Essa delação já tinha sido rejeitada pelo Ministério Público Federal, em Minas, mas a PF continuou investigando os crimes relatados pelo publicitário e coletando indícios para tentar homologar o acordo. Marcos Valério já assinou o acordo, a PF já enviou para o STF e agora aguarda pela homologação.
Em abril passado, VEJA teve acesso aos capítulos da proposta anterior de declaração premiada encaminhada ao MPF. Entre os temas estava um plano do PT para subornar o então ministro Joaquim Barbosa, que exercia a função de relator do mensalão no Superior Tribunal Federal (STF); informações sobre o caixa dois de petistas e tucanos e até mesmo o nome dos mandates do assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel.
Os procuradores, porém, não aceitaram a proposta de delação. Valério queixava-se de que havia uma operação destinada a evitar que ele rompesse o silêncio.
Diante da recusa do Ministério Público, os advogados do operador do mensalão então negociaram os termos de uma delação com a Polícia Federal. É esse acordo que acaba de ser selado.
Com base no conteúdo de depoimentos anteriores que ele prestou à Justiça, sabe-se que ele tem informações sobre o escândalo da Petrobras, detalhes inéditos do mensalão do PT e de um suposto esquema de propina que envolve Aécio Neves. Se ele vai falar com propriedade, só o tempo dirá.
Fonte: veja.com
sexta-feira, 21 de julho de 2017
Universitária é presa suspeita de vender drogas no alojamento de universidade no PI
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Policiais militares do 4º Batalhão da Polícia Militar de Picos, 110 km ao Sul de Teresina, prenderam em flagrante nesta sexta-feira (21) uma estudante do curso de biologia de 22 anos suspeita de vender drogas dentro do alojamento da Universidade Federal do Piauí (UFPI) na cidade. A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários, informou que após apurar todas as informações necessárias, irá tomar as providências cabíveis, sabendo que todos têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
De acordo com o tenente-coronel Edwaldo Viana, junto com a mulher foi preso também um homem de 26 anos que seria o responsável pela droga. Houve também a apreensão de um adolescente de 16 anos. “O homem era o dono do ponto de venda do entorpecente. A estudante comprava por um preço mais baixo e revendia dentro do alojamento da universidade. Ela fazia isso sempre e chegamos ao grupo depois de investigações", contou.
Ainda segundo o comandante, com o grupo foram encontradas drogas e armas. “Foram dezenas de pedras de crack, um celular, facas e um revólver de calibre 22 de fabricação caseira. Havia também um vasto material para embalar as drogas. A prisão ocorreu por volta das 12h30 no bairro Parque de exposição”, afirmou.
Os três foram encaminhados à Delegacia Regional de Picos para os procedimentos necessários. Universitária é presa suspeita de vender drogas no alojamento da UFPI
Nota da UFPI
UFPI, por meio da Superintendência de Comunicação Social e da Coordenadoria de Comunicação Social, informam que a estudante do Campus Senador Helvídio Nunes de Barros, de Picos, e moradora da Residência Universitária, detida no bairro Parque de Exposições, prestou depoimento na Central de Flagrantes de Picos. A estudante está sendo acompanhada por uma psicóloga e uma assistente social do Núcleo de Assistência Estudantil do Campus.
UFPI, por meio da Superintendência de Comunicação Social e da Coordenadoria de Comunicação Social, informam que a estudante do Campus Senador Helvídio Nunes de Barros, de Picos, e moradora da Residência Universitária, detida no bairro Parque de Exposições, prestou depoimento na Central de Flagrantes de Picos. A estudante está sendo acompanhada por uma psicóloga e uma assistente social do Núcleo de Assistência Estudantil do Campus.
A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários, após apurar todas as informações necessárias, irá tomar as providências cabíveis, sabendo que todos têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Segundo a diretoria do Campus, são realizadas vistorias periódicas na Residência Universitária, e não há registro de ocorrências desse tipo no local. Informa também que existe vigilância 24h e acompanhamento com psicólogos e assistentes sociais aos moradores da Residência.
Aumento de preço da gasolina afeta de ônibus a alimentos

O aumento nos impostos PIS e Cofins cobrados sobre combustíveis, anunciado na quinta-feira (20) pelo governo, não deve afetar apenas a conta paga nos postos de gasolina. Outros produtos de diferentes áreas também podem ser impactados pela medida.
De acordo com André Braz, economista da FGV, a alta nos impostos dos combustíveis tem o poder de influenciar até mesmo com os alimentos
“Vamos ter um impacto direto no IPCA [índice nacional de preços ao consumidor]. Por outro lado, teremos um impacto indireto nos produtos de gondola e até em passagens de ônibus e fretes”, disse Braz.
No aumento mais significativo, o governo dobrou a alíquota sobre o litro de gasolina: de 38 centavos para 79 centavos por litro. “Surpreendeu todo mundo. É mais do que dobrar”, afirmou Braz. O objetivo é gerar uma arrecadação extra de 10,4 bilhões de reais neste ano para cobrir o rombo nas contas públicas.
Honório Pinheiro, presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), ressalta que o aumento impacta “no transporte de matérias primas e de produtos industrializados, o que inevitavelmente acaba recaindo sobre o bolso do consumidor final”.
Já Telêmaco Genovesi, sócio e gestor do Grupo GGR, prevê que o impacto pode não ser imediato, mas que ainda será sentido. “Esse custo será repassado na inflação nos próximos meses, portanto, ainda sentiremos os efeitos desse aumento no futuro”, afirmou.
Na noite de quinta-feira, Temer disse que a decisão anunciada pelo governo de aumentar os impostos está em linha com a responsabilidade fiscal e será bem compreendida pela população.
Em nota, a ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) repudiou a decisão do governo e disse que “esse acréscimo no valor dos combustíveis terá reflexo em toda a cadeia de abastecimento e irá penalizar todos os setores da sociedade”.
Previsão de inflação sobe
A FGV/IBRE prevê que o aumento dos impostos sobre o combustível terá um peso de 0,4 ponto percentual na inflação. Isso, porém, não é motivo para um temor, de acordo com Braz.
“Com esse impacto, o IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] deve fechar em algo como 3,30%, 3,50%… Deve ficar quase um ponto percentual abaixo da meta [que é de 4,5% para 2017]. Ainda temos uma folga mesmo com impactos dessa magnitude”, disse o economista.
Aumento na venda do etanol
Para Braz, a forte alta na alíquota sobre o litro de gasolina deve fazer com que o etanol seja mais procurado nos postos. A diferença entre os PIS/Cofins da gasolina e do etanol passou de 26 centavos para 46 centavos.
“Dos três combustíveis, a gasolina sofreu muito mais. O movimento do etanol é discreto e isso abre espaço para ele. O impacto vai ser menor. Talvez haja uma migração para o etanol tentando segurar um pouco o orçamento, apesar de render menos que a gasolina”, afirmou.
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