JORNAL TERESINA NEWS: Polícia Federal indicia empresário Abílio Diniz por estelionato e organização criminosa
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Polícia Federal indicia empresário Abílio Diniz por estelionato e organização criminosa


Dezenas de investigados em desdobramento da Operação Carne Fraca também foram indiciados pelo delegado Maurício Moscardi.
Fonte: G1
Empresário Abílio Diniz foi indiciado pela Polícia Federal por estelionato, organização criminosa e crime contra a saúde pública — Foto: GloboNews
Empresário Abílio Diniz foi indiciado pela Polícia Federal por estelionato, organização criminosa e crime contra a saúde pública  — Foto: GloboNews

O delegado da Polícia Federal (PF) Maurício Moscardi indiciou o empresário Abílio Diniz e mais de 40 investigados na Operação Trapaça, que é um desdobramento da Operação Carne Fraca. Diniz foi indiciado por estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e crime contra a saúde pública.

As investigações apontam que quatro fábricas da BRF Brasil Food são suspeitas de fraudar laudos relacionados à presença de salmonela em alimentos para exportação a 12 países que exigem requisitos sanitários específicos de controle da bactéria do tipo salmonella spp.

O grupo inclui China, África do Sul e países da União Europeia. Nesses países, a porcentagem de salmonella spp tolerada é menor que a tolerada no Brasil. De acordo com o ministério, estão suspensas as exportações dessas fábricas da BRF para esses 12 destinos.

O G1 tenta contato com a defesa de Abílio Diniz.

Como funcionava a fraude
De acordo com as investigações, cinco laboratórios (sendo 3 credenciados junto ao Mapa e 2 do setor de análises da BRF) fraudavam resultados de exames feito nos produtos. Dessa forma, dados fictícios eram informados em laudos entregues ao Serviço de Inspeção Federal (SIF/MAPA) a fim de driblar a fiscalização. Por esse motivo, a operação foi batizada de Trapaça.

As fraudes começaram em 2012 e foram reveladas a partir da ação trabalhista de uma ex-funcionária do grupo.

Segundo a PF, executivos da BRF, do corpo técnico e profissionais responsáveis pelo controle de qualidade dos produtos da empresa consentiam com as fraudes. Os executivos ainda fizeram manobras extrajudiciais para dificultar a investigação.